Você ainda está buscando… ou já está conversando?
Você ainda está buscando… ou já está conversando?
Durante décadas, buscamos. Digitamos palavras, apertamos Enter e escolhemos entre links. Essa lógica simples, previsível e eficiente moldou toda a internet como a conhecemos. E também o marketing.
Mas essa era está prestes a acabar.
Estamos trocando o verbo buscar por conversar.
Com a chegada da inteligência artificial generativa aos motores de busca — de Google a Bing, passando por Perplexity, Claude, GPT Search e Meta AI — a lógica de navegação muda completamente. Não se trata mais de encontrar uma lista de links, mas de receber uma resposta, personalizada, contextual e muitas vezes surpreendentemente exata.
E isso muda tudo para quem trabalha com marketing, conteúdo e performance.
O jogo virou (mesmo)
O relatório da ANA (Association of National Advertisers) alerta: o modelo que sustentou bilhões em mídia paga e SEO pode ser virado do avesso. Só nos EUA, a busca paga movimentou US$ 125 bilhões em 2024, e deve bater US$ 183 bilhões até 2028. Mas… e se as pessoas pararem de clicar em links?
Search agora é conversa. E quem conversar melhor, vence.
Enquanto marcas ainda lutam para ranquear no Google com técnicas que funcionavam em 2020, ferramentas como GPT já entendem intenção, contexto, preferências e entregam resultados sem sair da interface. Menos cliques. Menos tráfego. Mais relevância.
E o SEO, morre?
Não. Mas ele renasce diferente.
A nova missão do SEO é ensinar as IAs a escolher seu conteúdo como referência. Isso significa:
– Escrever com clareza e profundidade;
– Criar páginas com contexto completo, sem depender de múltiplos cliques;
– Utilizar estrutura semântica (headers, FAQs, metadados);
– Oferecer autoridade real (backlinks, citações, reviews confiáveis).
Se antes o foco era convencer o algoritmo do Google, agora o desafio é educar os modelos de linguagem para que citem você como fonte confiável. É o SEO de influência, e não apenas de otimização.
E o marketing? Vai fazer o quê?
Os mais atentos já começaram a agir:
– 84% dos especialistas em SEO e conteúdo usaram IA em suas estratégias.
– 77% das marcas estão aplicando IA para descobrir palavras-chave e ajustar lances em tempo real.
– Plataformas como o Perplexity.ai cresceram exponencialmente, respondendo a 250 milhões de perguntas em um único mês.
Mas há um porém: o mesmo algoritmo que encanta pode alucinar. Pode errar. Pode ser enviesado.
A IA precisa de você. Precisa da sua ética, da sua criatividade e do seu senso crítico.
A pergunta que importa:
Num mundo onde todo toque pode ser automatizado, o que vai nos diferenciar é a intenção. Não o prompt mais técnico, mas o olhar mais humano. Não o tráfego, mas a confiança.
Está pronto para conversar com seus clientes e não apenas ranquear?
Fonte: Generative AI for Search Marketing-ANA-2024.

Felippe Absror Blauth
Há mais de 25 anos transformo empresas com soluções estratégicas, baseadas em dados e tecnologia.
Já ajudei marcas como Novartis, Tokio Marine, PayPal, GoodStorage, Vivo, Einstein, Gerdau e Nespresso a repensar suas estratégias, escalar de forma inteligente e gerar resultados concretos.
Meu foco?
Entender profundamente o negócio, as pessoas e sugerir o inesperado, criando um futuro mais impactante para as empresas.