Redescoribrindo a alegria de comprar online
O e-commerce se tornou o principal canal de compras no mundo, com vendas globais ultrapassando US$ 4 trilhões em 2024. Porém, apesar da eficiência, a experiência online ainda não consegue reproduzir a emoção e o encantamento que costumavam marcar as compras presenciais. Em vez de surpreender, o ambiente digital tem sido descrito como solitário (79%), sem surpresas (76%) e, muitas vezes, uma obrigação (29%).
Ainda assim, mais da metade dos consumidores deseja sentir alegria ao comprar online. Metade admite já ter feito compras por impulso motivadas por emoção, tédio ou influência de amigos — momentos que revelam o potencial emocional do consumo digital quando bem trabalhado. Mas o “achado inesperado” ainda é raro online: só 13% dizem que seu último impulso aconteceu em um site.
Falta à jornada digital o que as lojas físicas oferecem com naturalidade: sensorialidade, conexão e descobertas espontâneas. Categorias como moda e beleza ainda são preferidas em ambientes físicos, justamente porque permitem experimentar, tocar, comparar ao vivo. Mas o digital não precisa ser frio. O momento da descoberta — quando o consumidor encontra algo novo — pode ser transformador.
Mais de 50% se sentem positivos ao navegar por novos produtos, e a empolgação cresce com suporte de qualidade, avaliações de outros usuários, navegação fluída e anúncios criativos. Ainda assim, muitas marcas superestimam o poder dos influenciadores, mesmo que apenas 23% dos consumidores se animem com esse tipo de conteúdo. O que realmente importa? Relevância, autenticidade e timing.
É nesse contexto que a inteligência artificial ganha protagonismo. 77% das marcas pretendem usar IA para aprimorar a descoberta de produtos e 83% querem aplicá-la para melhorar a experiência do usuário. A IA permite que marcas antecipem desejos, entreguem recomendações certeiras e criem momentos de surpresa, tudo de forma personalizada e intuitiva.
E os consumidores estão prontos para isso. 50% reconhecem que compartilhar dados melhora as recomendações, e 43% querem experiências mais relevantes. O segredo está na confiança: quando há transparência no uso de dados, a personalização deixa de ser invasiva e se torna bem-vinda.
No fim, o e-commerce pode (e deve) oferecer mais que eficiência. Ele pode ser um espaço de descoberta, emoção e conexão real. Com criatividade, empatia e tecnologia, as marcas podem reacender a faísca da compra, aquela sensação de ter encontrado algo inesperado e perfeito, no momento certo.
Fonte: The Spark of Discovery Reigniting the Emotion of Ecommerce – Criteo

Felippe Absror Blauth
Há mais de 25 anos transformo empresas com soluções estratégicas, baseadas em dados e tecnologia.
Já ajudei marcas como Novartis, Tokio Marine, PayPal, GoodStorage, Vivo, Einstein, Gerdau e Nespresso a repensar suas estratégias, escalar de forma inteligente e gerar resultados concretos.
Meu foco?
Entender profundamente o negócio, as pessoas e sugerir o inesperado, criando um futuro mais impactante para as empresas.